Grande cacique da política tocantinense, Brito Miranda terá de pagar 200 mil se quiser sair da cadeia

Definitivamente, o tocantinense vive a ânsia da espera de duas coisas: chuva e condenação de políticos corruptos que sabidamente, como a claridade da água, agem ou agiram no poder com fortes inclinações  que arrepiam as leis e o comportamento que deveria ser republicano aos agentes públicos.

Não há, um só líder político no Tocantins que já não tenha temido o grande cacique Brito Miranda. 

Estrategista, calculista, frio e prático, o pai de Marcelo Miranda é bastante conhecido por fulminar os opositores do filho nas cidades tocantinenses. 

Assim como a chuva que demora a cair nas plagas tocantínas, a justiça também demorou a cair sobre a família Miranda. 

Haja o que houver,

Stephson Kim

A baixo confira nota publicada pelo site Diário Tocantinense

Antes tarde do que nunca

José Edmar Brito Miranda, pai do ex-governador Marcelo Miranda, vai ter de pagar fiança de 200 salários mínimos (quase R$ 200 mil reais) para responder em substituição à prisão preventiva à qual foi condenado pela justiça nesta quinta-feira, 26. A fiança foi estipulada pelo juiz federal João Paulo Abe, que levou em consideração a idade avançada do investigado e um laudo médico indicando estado de saúde delicado e necessidade de cuidados especiais. Brito Miranda tem 85 anos.

Por ser advogado inscrito nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil, Brito Miranda ficará na sala de Estado Maior da Polícia Militar até que o pagamento da fiança seja confirmado.

Como medidas cautelares, o magistrado também determinou a proibição de contato com outros investigados na Operação Reis do Gado, e recolhimento em domicílio durante a noite e também aos finais de semana.

O ex-governador Marcelo Miranda também já deixou a sede da Polícia Federal onde ficou por mais de 3 horas desde que desembarcou em Palmas por volta das 12h30 desta quinta. Ele almoçou por lá e também prestou depoimento ao delegado.

Marcelo Miranda também passará por audiência de custódia na Justiça Federal ainda hoje. Ainda não há informações sobre o caso de João Edmar Brito Miranda Júnior, irmão do ex-governador.

Quem também passou por audiência de custódia nesta quinta foi o ex-secretário extraordinário de Integração Governamental do Tocantins durante a gestão de Miranda, Elmar Batista Borges, conhecido como Cenourão. Ficou decidido que ele continuará preso preventivamente. Já a esposa dele, Tatiane Felix Arcanjo, foi liberada por colaborar com a justiça.