Seciju realiza palestras sobre valorização da vida para servidores e custodiados em mais três unidades penais do Tocantins

As ações de saúde fazem parte da Campanha Nacional “Setembro Amarelo” e atenderam 198 pessoas com palestras e rodas de conversa.

A Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) continua promovendo ações sistematizadas a fim de atender a agenda da Campanha Setembro Amarelo. Desde esta terça-feira, 28, a Pasta promoveu rodas de conversa, palestras e dinâmicas que atenderam 198 entre presos e servidores, nas Unidades Penais de Augustinópolis e de Guaraí e na Unidade Penal Feminina de Palmas.

Para a gerente de Assistência Educacional e Saúde ao Preso e Egresso, Sandra Veloso, os eventos referentes ao Setembro Amarelo no Tocantins vêm tratar de um tema delicado, mas não falar sobre é pior. “Por isso, por meio de parcerias, reunimos nossos servidores com outros profissionais a fim de levar ajuda aos presos que pensam que a sentença é o fim de uma trajetória, quando na verdade é um recomeço. Também focamos nos servidores, pois vivem um cotidiano profissional complexo, onde o cuidado à saúde mental deve ser uma das prioridades”, disse.

O Setembro Amarelo é uma campanha criada pela Associação Brasileira de Psiquiatria, em parceria com o Conselho Federal de Medicina, que tem como objetivo trabalhar a prevenção ao suicídio. Nesse sentido, o projeto tem como finalidade desenvolver ações para servidores e reeducando sobre a temática no referido mês.

Unidade Penal Feminina de Palmas

Na Unidade Penal Feminina de Palmas, a psicóloga da Seciju, Ana Flávia Alves Drumond, ministrou a palestra e reforçou que falar sobre o assunto também é oportunizar lugar de fala, potenciais pedidos de ajuda e abrir caminhos na busca de apoio. “Já atendo as unidades aqui no estado, então pudemos preparar um material direcionado, o que permitiu ser mais assertivo ao público. Elas se abriram e participaram”, explicou.

A enfermeira da Secretaria de Saúde de Palmas, Sandra Erleise, que atua na Unidade, falou sobre como as presas reagem a estas ações. “Nós acreditamos que a educação é o principal foco para valorização da vida, e elas têm abertura conosco, mostram quando sentem algum vazio. Esta participação é um refrigério para elas, que sempre desabafam e agradecem”, afirmou.

A presa C.O.N.P., falou sobre o que aprendeu. “Aprendemos que a prevenção do suicídio é muito importante, pois cessar com a vida da gente não irá resolver os problemas, pode até criar outros para as pessoas próximas. Meu pensamento é que para um novo começo temos que colocar um ponto final nos problemas do passado, porque o problema do ontem não precisa fazer parte do futuro”, falou.

Unidade Penal de Augustinópolis

O chefe da Unidade Penal de Augustinópolis, Antônio Marcos Feitosa, convidou a Psicóloga Clínica, Ana Paula Alves da Silva, que falou sobre vários aspectos da valorização da vida e prevenção ao suicídio. “O pessoal do Caps-AD [Álcool e outras Drogas] de Augustinópolis sempre nos apoiam e, aproveitando a campanha, alinhamos para fazer estas palestras para presos e também para servidores”, disse o chefe.

Para o custodiado, D.M.A, é muito importante esse trabalho dentro do Sistema Penal. “Esta palestra teve um poder psicológico de incentivar os presos a terem mais amor à vida, tais palestras acabam motivando a todos”, explicou.

Unidade Penal de Guaraí

Na Unidade Penal de Guaraí, foi realizado um evento de prevenção ao suicídio entre as forças de Segurança Pública da cidade, no auditório do 7° Batalhão da Polícia Militar, sendo convidados todas as forças policiais locais. “A ação é importante para a prevenção da nossa saúde mental, bem como auxiliar os colegas que possam estar passando por alguma dificuldade”, ressaltou o policial penal e chefe da Unidade, Nurian Miranda Pereira.

O psicólogo da Unidade Penal, Arivandre Araújo G. Tavares, ministrou a palestra e lembrou que o mais importante é conversar sobre. “Prevenir é o melhor remédio e pode ser feito a partir de: escuta qualificada, tratamento psicológico ou grupos terapêuticos. O monitoramento das pessoas no trabalho, nas escolas e no meio social também salva vidas. Outra coisa que faz a diferença é escutar o próximo, e se não tiver condições para orientar da maneira correta, sempre encaminhe para o psicólogo mais próximo”, concluiu.

 

 

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Marcos Miranda/Governo do Tocantins