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O vice-prefeito de Novo Acordo, Leto Moura Leitão Filho (PRB), teria encomendando um novo ataque ao prefeito da cidade Elson Lino de Aguiar (MDB) antes de ser preso. A informação é do delegado Leandro Risi, que coordenou a investigação. Segundo ele, desta vez Leitão ofereceu o dobro do valor ao pistoleiro para que o serviço fosse concluído.

O jornal Anhanguera 2º edição da TV Globo veiculou reportagem nesta quinta-feira, 10, onde o delegado responsável pelo caso informou que o primeiro atentando foi encomendado por R$ 4 mil ainda em 2018, mas os pistoleiros não chegaram a ir até a cidade. No segundo ataque, desta quarta, o pagamento combinado seria de R$ 10 mil. “Quando viram que o prefeito não tinha morrido, ele prometeu então R$ 20 mil para que eles voltassem e terminassem a tarefa após ele sair do hospital”, disse o delegado.

Ainda de acordo com Risi, o crime teria sido motivado por conflitos na distribuição de propinas. “Em principio, por uma divisão de recursos advindos de fraudes em licitações na prefeitura de novo acordo”, afirmou o delegado. O prefeito teria se recusado a repassar R$ 800 mil para o vice.

Prefeito foi levado ao HGP após ser baleado na cabeça — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Na saída do depoimento, Leto Moura Leitão negou as acusações, disse que não tem não teve participação em nenhum esquema de propina e que vai provar a própria inocência

A defesa do prefeito da cidade, Elson Lino de Aguiar, repudiou a acusação de que haveria um esquema de propina. “O atual prefeito jamais permitiu qualquer tipo de ato ilícito durante o seu mandato, inclusive, nunca permitiu que se efetivasse qualquer pagamento a fornecedor sem processo licitatório devidamente formalizado”, diz a nota. O advogado disse ainda que a história e a carreira do político são marcadas por muito trabalho e honradez.

Ainda segundo o delegado Leandro Risi, o vice-prefeito contratou o empresário do ramo de segurança de Palmas, Paulo Henrique Sousa Costa, para agenciar o executor do crime, encargo que ficou com Gustavo Araujo da Silva, de 18 anos, um membro de facção criminosa.  Conforme a polícia, ele planejava matar o prefeito antes do natal, mas não conseguiu.

Nesta quarta, o pistoleiro Gustavo usou uma motocicleta vermelha que já foi apreendida pela polícia. Mas como o prefeito escapou, o vice ofereceu o dobro do dinheiro ao pistoleiro para que concluísse o serviço assim que o prefeito saísse do hospital.

Executor do crime Gustavo Araujo da Silva, de 18 anos / Foto: Polícia Civil

O delegado disse que o primeiro atentando foi encomendado por R$ 4 mil ainda em 2018, mas não deu certo. No segundo ataque, o pagamento combinado foi de R$ 10 mil. “Quando viram que o prefeito não tinha morrido, ele prometeu então R$ 20 mil para que eles voltassem e terminassem a tarefa após ele sair do hospital”, disse o delegado.

O delegado Diogo Fonseca, que também trabalha no caso, explicou o que deu errado na primeira tentativa. “A morte do prefeito foi encomendada antes do natal, inclusive. Foi contratado dois indivíduos de Palmas para executar o prefeito. Porém estes dois indivíduos não conseguiram ir na missão. Eles se deslocaram até Aparecida do Rio Negro, só que lá eles se envolveram em um problema com a Polícia Militar e eles retornaram”, explicou.

Empresário do ramo de segurança de Palmas, Paulo Henrique Sousa Costa / Foto: Polícia Civil

O vice-prefeito, o empresário que agenciou o crime e o executor estão presos.