Palmas é a 2ª melhor no Ideb entre as capitais com índices bem superiores às escolas do Estado, longe da meta no Ensino Médio

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Embora o governo do Tocantins tenha divulgado material à imprensa ressaltando avanço e dados positivos no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), calculado pelo MEC (Ministério da Educação) nesta segunda-feira, 3 de setembro, os números mostram que a educação da rede estadual está muito aquém do ideal e longe das metas estabelecidas para o período. Além disso, na comparação com o ensino da rede pública de Palmas, o Estado perde em todas as comparações e muitas delas por larga diferença.

Dos três indicadores medidos na rede estadual, dois deles não alcançaram as metas estipuladas pelo MEC para o período. Na nona série, a rede pública estadual deveria alcançar uma nota de 4.8, mas a média ficou em 4.4. Já no Ensino Médio, a educação estadual deveria ter atingido no mínimo a pontuação de 4.2, mas também fracassou, atingindo apenas 3.7.

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A única nota realmente positiva que a rede estadual obteve foi nas séries iniciais, aonde a meta era de 5.3 e o resultado chegou a 5.8. No entanto, não é de praxe o ensino básico de série inicial ficar com o Estado, e as poucas escolas sob supervisão do governo são em convênio com instituições religiosas, filantrópicas, privadas ou de outros entes públicos. Assim, nem mesmo onde as notas podem ser consideradas positivas, o mérito é todo do governo.

Vantagem grande das escolas municipais

Paralelamente, os indicadores de Palmas só melhoram. A educação pública da Capital nas séries iniciais, ou seja, 1º ao 5º ano, saiu de 6.2 do último IDEB em 2015 para 6.6 em 2017. A meta estabelecida pelo MEC para é de 6.1.

Já nas séries finais do ensino fundamental – do 6º ao 9º ano, a rede municipal de ensino de Palmas alcançou a pontuação de 5.8, muito acima da meta de 5 prevista pelo Ministério da Educação.

Mesmo com exigências mais altas e metas mais difíceis de serem alcançadas, as notas de Palmas são bem maiores que as conquistadas pelo Estado. Nas séries iniciais (onde o Estado conta com ajuda de instituições), a rede pública estadual perde 0.8 e, nas séries finais do ensino fundamental, a vantagem da Prefeitura de Palmas é enorme: 1.4 a mais.

Além disso, enquanto o Tocantins ocupa posição intermediária no ranking do Brasil e com alguns indicadores abaixo da média nacional, a rede municipal de Palmas é segunda melhor entre as 27 capitais, só ficando atrás de Teresinha (PI).

Indicador de aprendizagem é sintomático

Com toda essa vantagem no IDEB em prol da Prefeitura de Palmas, a diferença nos indicadores de aprendizagem de língua portuguesa e matemática é significativa. Nas séries iniciais, a rede estadual alcançou 214,59 em português, atingindo o nível 4, enquanto a rede municipal obteve a 226,66, no nível 5.

Já em matemática nas séries inicias os dois estão no nível 5, mas a nota da rede estadual é 225,98, contra 239,29 da rede municipal de Palmas.

Nas séries finais, onde o governo do Estado depende apenas dele para fornecer o ensino, a distância para Palmas é gritante. Em português, a rede estadual está no nível 6 com 252,03, enquanto a rede municipal tem 276,29 e já foi para o nível 7. A vantagem pró-Prefeitura de Palmas é de 24,26 pontos. Em matemática, Palmas está mais à frente ainda: 279,04 (nível 7) x 251,85 (nível 6).

Falta investimento nas escolas estaduais

Para o candidato da coligação A Verdadeira Mudança, Carlos Amastha (PSB), os números positivos de Palmas comprovam que gestão municipal fez o seu trabalho na Educação, enquanto o governo do Estado vem deixando a desejar na área. Para Amastha, a falta de investimento sérios do Estado na área resulta na precarização da educação. “Ontem mostramos na televisão uma escola de placas de concreto. No Portal da Transparência, ficamos sabendo que, de tudo que o Estado efetivamente gastou na Educação de janeiro a agosto neste ano, pouco mais de 2% (apenas R$ 17,44 milhões de mais de R$ 791,67 milhões) foi investimento. No ano passado, a mesma coisa. Claro que assim não melhoramos, por mais esforço que os nossos professores façam. Nós vamos transformar a educação. Fizemos em Palmas e sabemos como fazer no Tocantins”, destacou.

Confira, em anexo, uma tabela comparativa das notas do IDEB.