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Hospitais que atendem crianças no Estado passam por crise após a exoneração de 629 contratos médicos no dia 1º de janeiro. O governo chegou a contratar 367 profissionais para atuar unidades hospitalares, como o Dona Regina, Hospital Público Infantil de Palmas e regionais das principais cidades do Tocantins. Dos 99 contratos de pediatras que tiveram contratos extintos, 48 retomaram suas atividades. A taxa de retorno representa 48%.

Na semana passada, uma moradora de Paraíso do Tocantins grávida de nove meses perdeu o bebê enquanto esperava atendimento médico. Conforme apurado pela TV Anhanguera, a mulher teria ido até o hospital regional da cidade e solicitado atendimento médico, mas não conseguiu. Ela foi até o HMDR, entretanto, ao entrar em trabalho de parto, que foi cesariana, constatou-se o óbito da criança.

A Sociedade Tocantinense de Pediatria (Stop) emitiu uma nota contra o ato e afirmou que o governo não se preocupou em observar onde os médicos atuavam, suas habilidades especificas,além das funções de cada um nas equipes e plantões. “Hoje nos defrontamos com hospitais de referência com serviços desfalcados, equipes desfeitas”, diz a nota.

O setor cobra uma resposta do Estado a respeito da assistência rápida às crianças e destaca as áreas das unidades dos hospitais que se encontram sem os profissionais médicos na escala. “Setores do HIPP e HGP com pacientes graves e sob cuidados intensivos encontram-se completamente sem médicos, sobrecarregando colegas que estão se desdobrando na assistência. Como sempre a população paga a conta, sofre, é ludibriada e usada”.

O governo do Estado foi procurado para dar uma posição sobre a situação e o Jornal do Tocantins aguarda resposta.

Com informações do Jornal do Tocantins