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“Lembre-se: Os maiores impostores fazem de tudo para encobrir suas virtudes traiçoeiras. Cultivam um ar de pessoa honesta, numa área, para disfarçar a sua desonestidade em outras. A honestidade é simplesmente é simplesmente mais uma isca no seu arsenal”. A frase é de Robert Greene, autor do best seller “As 48 leis do poder”.

Em menos de 48 horas, o ex-prefeito Carlos Amastha (PSB) confirmou em convenção sua candidatura ao governo do Tocantins, desistiu de concorrer às eleições e voltou atrás na decisão. Nesta terça-feira, 7, em coletiva de imprensa, Amastha afirmou que continua como candidato a governador.

Ao desistir Amastha disse estar descontente com o que pessoas próximas a ele caracterizaram de “traição” por parte do PC do B e PTB, os dois partidos deixaram a base por não aceitarem goela a baixo, a formação de um chapão proporcional (coligação para deputado estadual e federal), modalidade em que o eleitor vota em um candidato, mas acaba elegendo outro.

O PC do B soltou uma nota ainda nesta terça-feira mostrando quais foram os reais motivos na retirada do apoio a Amastha, o partido afirmou que um “erro tático passou a ser um erro estratégico”.

“Os movimentos políticos realizados pela articulação central do ex-prefeito optaram por excluir a aliança com o campo progressista e hegemonizar a aliança com a base do governo de Michel Temer, o MDB de Marcelo Miranda e de Dulce Miranda, o PR de Vicente Alves, o PSDB de Ataídes Oliveira, Olintho Neto e Luana Ribeiro (estes últimos base da reeleição do governo de Mauro Carlesse)”. Cita a nota de duas laudas que pode ser conferida na íntegra nas imagens abaixo;

 

Amastha fez birra, usou como sempre de um marketing pessoal nas redes sociais para se vitimizar, disse que estava saindo das eleições regulares por conta dos dois partidos que foram apoiar Márlon Reis (REDE).

Amastha voltou para o jogo, mas com uma candidatura muito mais fragilizada, errou e reconheceu que errou ao dizer que desistiria do pleito, foi mais uma atitude arrogante, bem ao estilo que ele domina, ao gravar o vídeo postado em seu facebook Carlos Amastha não pensou nos seus companheiros que deixaria a ver navios, as inúmeras candidaturas proporcionais, e seus militantes cegos de paixão.

 

“A honestidade é na verdade uma faca sem fio, mais sangra do que corta”. Esta frase também está no livro de Robert Greene, As 48 leis do Poder, e pode, talvez ser absorvida nessa pirotecnia de Amastha. O Jornalista Cleber Toledo escreveu um artigo interessante sobre o acontecido estranho. O ex-prefeito se comportou como um riquinho mimado, que, quando não aceitam as regras dele, pega a boa e vai embora, egoisticamente, sem pensar nos demais companheiros”. Afirmou.

 

Em suma, se Amastha realmente desistisse, não seria por causa de dois partidos. As teorias são várias e eu acredito que tenha muito mais sentido a sangria aberta com as operações da Polícia Civil e Federal, a Jogo Limpo (que tem mandado de prisão expedido para dois vereadores tidos como braço direito de Amastha) e Nosostros da PF, que muito ainda tem para revelar.

Amastha aprendeu rápido a fazer política, a velha e comum política de sempre, como um mestre do marketing, pode ter jogado uma cortina de fumaça para disfarçar algo muito maior que o abandono de dois partidos de sua coligação.

 

Haja o que houver,

Stephson Kim

Editor