- Publicidade -

Na manhã desta terça-feira, 03, tudo ocorria normalmente na sessão solene da Câmara Municipal de Palmas em que Carlos Amastha (PSB) renunciava seu mandato e transmitia o cargo para a vice Cinthia Ribeiro (PSBB), até que o motorista do ex-prefeito, Glaydson Ranyere Alves Barbosa que é Policial Militar cedido à prefeitura, em atitude grotesca, impediu a jornalista Gabriela Melo que é assessora do vereador da capital Professos Júnior Geo (PROS) de executar seu trabalho.

Gabriela caminha em direção ao seu chefe, que estava no palco do teatro Fernanda Montenegro, para simplesmente realizar o seu trabalho de assessora quando no trajeto o motorista de Amastha segurou com força a sua mão, impedindo o trabalho e constrangendo a profissional. O auditório do teatro no espaço cultural estava lotado e a situação pode ser vista por todos.

Gabriela Melo registrou boletim de ocorrência contra o gesto de agressão à liberdade de imprensa. O Portal Tocantins Agora tentou contato por telefone com o ex-prefeito Carlos Amastha, mas nossas ligações foram encaminhadas para a caixa de mensagem.

Nosso veículo se solidariza à profissional Gabriela Melo e repudia a ação do motorista de Amastha, esperamos sinceramente que o político tome imediatas providências com relação ao fato e que impeça os seus comandados de executarem ações do tipo que causam ojeriza e revolta à todos os profissionais que cumprem na vida, o desafio de levar mais informações à população.

Abaixo você confere o boletim de ocorrência registrado pela vítima;

Confira a nota oficial emitida pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Tocantins;

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Tocantins lamenta profundamente o ocorrido na manhã desta terça-feira, 3 de abril de 2018, no Espaço Cultural, quando a jornalista Gabriela Melo foi impedida de exercer sua atividade por um servidor da prefeitura de Palmas.

Num evento onde se pregava a democracia, e vontade de lutar pelo povo, é inadmissível agredir quem estava no local tão somente para acompanhar o assessorado que igualmente luta pelos direitos do povo. É lamentável que se use a violência, quer seja física ou verbal, contra profissionais que estão no exercício do seu trabalho tão somente por diferenças políticas partidárias.

O Sindjor-TO se posiciona rigorosamente na contramão de qualquer tentativa de impedimento à liberdade de imprensa e repugna qualquer ameaça aos profissionais da comunicação e com o mesmo ímpeto defende a ética na profissão e o uso responsável da informação apurada e veiculada.

Diante dos fatos o Sindjor-TO torna pública a ameaça sofrida pelos profissionais jornalistas, bem como já se colocou à disposição da colega, a fim de impedir que novos casos de violência do segmento venham a ocorrer no estado do Tocantins.

Vale lembrar que os jornalistas, repórteres, repórter cinematográfico, repórter fotográfico possuem a missão de levar a informação dos fatos de interesse à sociedade e têm a obrigação de credenciar a informação mediante acompanhamento e investigação.

Por fim, o Sindicato nem quer saber o que motivou tal agressão, pois nada justifica uma atitude destemperada e desequilibrada, porém exige, tal como a violência praticada contra a jornalista, uma retratação pública pelo ocorrido e ainda tomará as medidas cabíveis que o fato requer, para que nenhum jornalista faça parte da estatística da violência.

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Tocantins

subscrevem:
Sindicato dos Jornalistas do Pará
Sindicato dos Jornalistas do Acre