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A quem realmente interessa o resultado de pesquisas nebulosas em período eleitoral? Será que estas pesquisas realmente retratam com confiabilidade o que pensam os eleitores do Tocantins?

Fato mesmo é que a eleição só acaba quando termina. Pode parecer redundante, mas até que se feche a última urna, tudo pode acontecer. Não podemos deixar de fazer passar pela nossa criticidade o fato de que na eleição suplementar deste ano, o mesmo instituto IBOPE em pesquisa contratada desta vez pela Fecomércio retratou de forma totalmente errônea, de acordo com o resultado daquele pleito, que Kátia Abreu, então candidata ao governo liderava aquele momento e poderia vencer a suplementar. Como sempre divulgado pelo IBOPE, o nível de confiança daquela consulta era de 95%, significando que este número retrataria a realidade das urnas com margem de erro de apenas 3%. A pesquisa também afirmou que os candidatos em segundo e terceiro lugar seriam Carlos Amastha e Vicentinho Alves, com empate de 15%. Já Mauro Carlesse, que era governador interino aparecia em quarto lugar com apenas 10% das intenções de votos.

Com estes dados você pode tirar suas próprias conclusões. A quem realmente interessa os resultados de pesquisas que não têm sintonia nenhuma com o pulsar das ruas?

Ocorre que o resultado da eleição suplementar passou muito longe do que supôs o IBOPE no alto de seus “95% de confiança”. Aquele pleito foi para o segundo turno com Carlesse e Vicentinho, candidatos que seriam excluídos do turno seguinte se o IBOPE estivesse certo.

Vale lembrar ainda que a segunda rodada desta mesma pesquisa foi cancelada, mesmo a contratante tendo pago ao IBOPE o valor de R$ 73.200,00 conforme registrado no TRE/TSE, e que pode ser conferida em notícia publicada AQUI.

Caros leitores, não faço aqui defesa para qualquer candidato, mas o fato é que esta eleição está polarizada entre os nomes de Carlesse e Amastha, a campanha do governador, mesmo estando na frente da pesquisa apresentada nesta sexta-feira, 21, criou uma grande armadura em torno de si para se defender, parecendo até que o resultado não fora apresentado ao seu favor. Abre aspas – quanto maior a armadura, mais frágil é o ser que a habita – fecha aspas.

Textos espalhados em WhatsApp pela nítida militância do candidato tentavam justificar o resultado da pesquisa. Ação muito estranha para quem está na frente. Confira os prints a baixo

O texto muito bem produzido e sem nenhum erro de português, mais parece ter sido feito por um profissional da área. O conteúdo sugere que um racha está às portas do concorrente principal. Nós (e)leitores temos sempre que nos perguntar a quem interessa este tipo de conteúdo, a situação é como aquela onde “o contador da piada tem que explicar o conto”. Parece absurdo o vencedor da pesquisa querer fazer a defesa da sua legitimidade. É estranho e nós, nunca podemos perder o tom da nossa criticidade, questionando sempre os políticos, sejam quem forem, independente de posições e cargos.

O portal Tocantins Agora não está aqui fazendo defesa a Amastha, inclusive, é muito bom lembrar que nós realizamos pesquisa na eleição suplementar que foi suspensa a pedido dos advogados do próprio Amastha. Seguimos a decisão do TRE e reconhecemos a nossa pequena falha em dois dados ao registrar aquela consulta. Perdemos o valor agregado às duas pesquisas, mas como veículo que tem a única missão de informar, não há sentimento de perda ou vingança. Redobramos nossa atenção ao que fazemos e, mais do que isso, permanecemos com o compromisso de comentar os fatos políticos de forma esmiuçada e isso as vezes fere alguns interesses.

Segundo turno entre Carlesse e Amastha é um fato inevitável

O portal Tocantins Agora não é proprietário da verdade. Junto de seus leitores está incessantemente em busca dela.

Mas aqui vai uma afirmação que não é um palpite aleatório, escrevam; ESTA ELEIÇÃO TERÁ SEGUNDO TURNO, SIM! As ruas nitidamente anunciam isso, os maiores colégios eleitorais estão mandando um recado que os doutos cientistas políticos que comandam a campanha palaciana parecem não ter entendido, não adianta forçar a barra iludindo o eleitor, que hoje tem acesso facilitado a qualquer tipo de informação.

Buscamos uma verdade que possa nos colocar ao lado de todos. Diferentes e iguais. Afinal, seguimos aqui o conceito Cristão de que somos irmãos e irmãs ninguém é melhor que ninguém e nenhuma verdade é absoluta no universo da política, de repente o peso se desfaz, o nó se desata, o absurdo perde a força, quando a busca pela verdade passa pelo crivo da nossa criticidade. Em política duvide de tudo que vê, ouve e lê.

 

Haja o que houver,

Editor