Uma panaceia que não seja placebo

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Na mitologia, panaceia era uma deusa que tinha a capacidade para curar todos os males e placebo é uma palavra cuja origem vem do latim (agraderei), hoje um procedimento terapêutico de efeitos puramente psicológicos ou sem absoluto efeito.

Regionalizando estes significados e levando-os para o campo da política eu ouso dizer que o povo clama por uma panaceia que não seja placebo, isto é, por um político super-herói que não traia os seus anseios e desejos, político é quase sempre um produto construído pelo marketing, que passa a imagem impoluta de um novo rumo. Desculpe leitores, no nosso formato de democracia é difícil acreditar que isso exista.

Sinceramente o povo não é vítima de seus políticos, a pura verdade é que a cumplicidade está mais próxima da base social do que imaginamos. Infelizmente nos deixamos enganar. Eu particularmente, tenho uma visão bastante pessimista neste sentido, do futuro que está por vir, nossa tendência geral é levar mais uma surra das nossas escolhas, ainda há a crença – da maioria – de um político que desça do céu em meio às nuvens e nos cure de todo abandono.

Algo poderia ajudar para diminuir a crise ética da política nacional; está descontente com todos os políticos? – Simples, se candidate a um cargo e faça a diferença! Está vindo aí uma possível reforma política e, mais uma vez desculpe, não é para transformar sua vida em dias melhores, principalmente se você continuar discutindo e criticando o cenário na mesa de boteco ou sentado no sofá depois de assistir o jornal.

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A mudança só é possível através da participação, este é um discurso que não deveria ser frágil, mas é. Pois poucos são os que se interessam em ir até a câmara de vereadores em dias de sessão, raríssimas são as pessoas que usam a liberdade da internet para acessar o portal da transparência e saber para onde está indo o seu suado dinheiro, quase ninguém questiona os prefeitos, vereadores e deputados sobre as escolhas que fazem diante de matérias realmente importantes.

Independente da sua escolha, você será representado pela decisão da maioria e, se você não gosta de política, sempre será comandado por quem gosta.

Não existe essa de panaceia, sem sua participação ficaremos fadados aos políticos placebos.

Envolva-se, toda transformação começa com a sua consciência de participação. Mahatma Gandhi dizia, seja a mudança que você quer ver no mundo. Do contrário se contente com a mesa de boteco, com o sofá e as lamúrias de que está tudo errado.