Embate interno no PT do Tocantins

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O Partido dos Trabalhadores do Tocantins suspendeu por dois anos os direitos partidários de filiados históricos, entre eles está a dianopolina filha de um dos fundadores do partido na região e que está à frente da secretaria estadual de Cidadania e Justiça, Gleidy Braga, que enfatize-se, é uma das poucas titulares do governo estadual que se destaca pelo trabalho e desenvolvimento de políticas públicas que de fato chegam ao cidadão. Gleidy tem perfil técnico, político e mais que isso, tem olhar humano numa área complexa que atua.

Além da titular da Cidadania e Justiça, a decisão do diretório também atinge outros membros que ocupam cargos no governo de Marcelo Miranda, o superintendente de Desenvolvimento Regional da Secretaria de Planejamento (Seplan), Milne Freitas, e o presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Tocantins (Ruraltins), Pedro Dias Corrêa. Todos fazem parte da corrente interna Construindo um Novo Brasil (CNB) e são potenciais candidatos em 2018.

Em entrevista por telefone ao Portal Sudeste Agora, Gleidy Braga afirmou que não poderia tomar uma decisão que considera irresponsável, sair de um governo onde tem tido a oportunidade de desenvolver ações inéditas e extremamente importantes. Filiada ao PT desde os seus 17 anos Gleidy diz que toda ação é trabalhada com lógica perspectiva de futuro, segundo a secretária o que o deputado Zé Roberto está colocando é uma perspectiva acima e a frente da responsabilidade de uma gestora de entregar resultados para a sociedade. “Eu tenho agido da seguinte forma; vou continuar trabalhando para entregar o máximo de resultados para que a gente possa, inclusive, demonstrar a nossa capacidade de gestão, diferente da posição do presidente do meu partido, tenho trabalhado para fortalecer nossos quadros.” Enfatizou.

Confira a íntegra da nota encaminhada;

Nota de Esclarecimento 

Nós, os militantes do Partido dos Trabalhadores da Corrente Interna CNB Tocantins, vimos através deste documento esclarecer o que ocorreu na reunião do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores realizada no 02/09/2017 e repudiar a postura adotada pelo atual Presidente do PT, deputado estadual Zé Roberto, o qual se mostrou ditatorial e arbitrário na condução de todo o processo.

A convocatória para a reunião do Diretório Estadual com pauta exclusiva para votar a penalização de companheiros do PT, ocorrido no dia 02 de setembro, foi chamada apenas com 04 dias de antecedência, em uma clara tentativa de evitar o comparecimento dos membros do Diretório, sobretudo da CNB.

Os membros do Diretório e os representados não tiveram conhecimento prévio dos Relatórios elaborados, sendo apresentados e lidos somente no início da reunião, o que configura total desrespeito ao Estatuto do PT, em particular do artigo 239. Este, se cumprido fosse, asseguraria aos membros do Diretório o conhecimento prévio da matéria. Zé Roberto, sequer, concedeu o direito de fala aos membros do Diretório.

Todos esses fatos prejudicaram o direito a defesa dos representados, ferindo os princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório.

Ademais, ignorou e rejeitou a proposta de resolução que questionava o rito de votação do congresso que deliberou pela saída do governo estadual. Isso porque não havia quórum suficiente, tendo inclusive a mesa do 6º Congresso do PT, negado por três vezes o pedido de verificação de quorum para conferir a presença de delegados no plenário, que estava totalmente esvaziado.

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Diante do exposto, nós denunciamos a estratégia do Presidente Zé Roberto e de outros que  querem extirpar do PT quadros valorosos do Partido, tais como; os companheiros Pedro Dias, Freitas do PT e Gleidy Braga, que estão à frente da gestão de políticas públicas fundamentais para a sociedade no governo do Estado.

O presidente quer ainda   afastar do processo político eleitoral de 2018 potenciais candidatos a deputados estaduais, aplicando a esses a suspensão de seus direitos políticos partidários por dois anos, praticamente inviabilizando a participação da corrente CNB no próximo pleito eleitoral. O que deixaria o caminho livre ao parlamentar à conquista de um novo mandato nas eleições de 2018. O que pode descaracterizar o processo democrático de escolha de possíveis nomes da sigla.

Por fim, diante do flagrante desrespeito às normas internas do Partido e dos direitos constitucionais dos representados, informamos desde já, que o caso será levado à apreciação do Diretório Nacional, onde buscaremos com todas as forças a anulação dessa decisão arbitrária.

Assinam a nota;

José Carlos Ribeiro da Silva – Secretário Geral da Executiva Estadual

Willian Clementino da Silva Matias – Secretário de Formação Política da Executiva Estadual

Domingos Santos – Membro da Executiva Estadual e Secretário Estadual da Juventude do PT

Neura Mota– Membro da Executiva Estadual

Alaide  Carvalho de Moura – membro da Executiva Estadual

Amalia Santana – Deputada Estadual e membro do Diretório Estadual

José Santana – ex-prefeito de Colinas