Existe a independência do Brasil?

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Existem diversas historias acerca da independência do Brasil; contudo, o que hoje sabemos é que a versão que aprendemos nos livrinhos de história do Brasil no ensino fundamental está bem longe do que aconteceu na realidade.

O processo de independência do Brasil foi motivado por interesses obscuros do partido Brasileiro (formado pela elite local) e por Dom Pedro, que, mimado, não aceitava receber as ordens de seu pai para o retorno a Portugal. A independência custou muito caro para o Brasil, que teve que pagar uma multa muito alta para Portugal.

Até porque foi um processo lento e gradativo de muita estruturação da sociedade para o Brasil realmente se tornar um Estado Nacional, deixando de ser uma colônia portuguesa, porém, nunca independente.

Em todos os processos de independência da América houveram lutas armadas. No caso do Brasil, os grandes fazendeiros que integravam a base do Partido Brasileiro, temiam a luta armada, pois Dom Pedro poderia ter um grande exército português do seu lado. Deste modo, ao invés de lutarem pela independência do Brasil, os latifundiários, a burguesia inglesa e a classe média preferiu se unir a Dom Pedro para que o mesmo tentasse a independência sem a participação popular (desde sempre maquinando algo de repercussão nacional sem a participação popular).

Os latifundiários em troca deixariam Dom Pedro no poder, tornando-o o primeiro imperador do Brasil. Tudo maquinado. Não houve luta, não houve rebelião popular. Houve um grande acordo onde o Brasil pagaria uma considerável multa como indenização a Portugal por ter deixado de ser colônia portuguesa. E o detalhe: o Brasil não tinha dinheiro para pagar tal multa, quem pagou foi a Inglaterra, começando aí a dívida externa com os ingleses.

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Como nunca fomos independentes, continuamos escravos da exploração portuguesa e europeia, que exploraram e enriqueceram as custas do Brasil.

Logo, assim como a abolição da escravatura, a independência foi motivada por interesses econômicos da elite brasileira e latifundiária da época. Para a maioria da população em geral, nada mudou.

Além do processo de independência, quantos outros fatos foram fomentados pela elite local, deixando de fora a participação e o interesse popular, apenas para satisfazer seus próprios interesses obscuros? E assim seguimos com a nossa história desde a famigerada “independência” até os dias de hoje, onde o povo não participa das decisões de grande repercussão nacional ou quando participa parece que não tem ciência das reais intenções que as motivam.

Sólon Alexandre Costa Póvoa

Jovem dianopolino difusor do principal grupo nas redes sociais que discute política, fiscalização e participação popular.

Instagram: @SolonCostaPovoa