Vamos resolver o problema da Amazônia?

“A Floresta Amazônica” é tratada como um problema em todo o mundo, desde Presidentes de outros Países aos famigerados grupos de Whatsapp, sendo que a discussão é sempre acalorada e, mais do que nunca, polarizada.

 

E temos de fato um problema pra resolver! Então vai aqui o meu ponto de vista da solução, sem jogar pedra em ‘A’ ou ‘B’, Governantes nacionais ou não, passados ou presente!

 

Então, precisamos pensar em 4 circunstancias importantíssimas e primordiais, sem as quais, não vejo sucesso das medidas.

 

Primeiro, que todas as pessoas, indistintamente, devem ter em mente que a região do Bioma Amazônico tem direito ao desenvolvimento, e logo, políticas públicas que o proporcionem. Óbvio que, por vezes, esse desenvolvimento passará por abertura de áreas, aquelas permitidas legalmente, para a utilização da agropecuária.

 

A região que é maior que dezenas de países europeus, contendo centenas de municípios e uma população muito volumosa que precisa se alimentar. Não se mostra possível que tenham que esperar o arroz chegar do Rio Grande do Sul; o Feijão do Nordeste e a carne do Pantanal. Isso é o básico. Mas a agropecuária também proporcionará a essa população dignidade e o mínimo existencial, sobretudo no nosso País de matriz capitalista.

 

Segundo, temos que demarcar de uma vez por todas as terras indígenas lá existentes, além de efetivamente protege-las. Impossível que, ainda após mais de 5 centenas de anos, não tenhamos ainda definido de uma vez por todas quais são os territórios indígenas. Sabendo exatamente os limites, seria tão mais fácil combater invasões e garimpos ilegais que assolam a região.

 

Terceiro, que precisamos ter uma proteção efetiva ao meio ambiente e à biodiversidade, que são políticas públicas desde a educação ambiental até a rigorosa punição dos infratores. Invadiu ou desmatou terra indígenas ou unidade de conservação efetivamente demarcada, que sofra com a rigidez legal.

 

Por fim, todos nós temos que entender que a floresta Amazônica é soberana, ou seja, é do povo Brasileiro, e não podemos permitir mais que Presidentes de outros Países, ONG’s internacionais ditem a nossa política interna e fiquem nos ameaçando com o cerceamento de algumas migalhas financeiras.

 

Reconhecendo nossas falhas e o poder sobre nosso território, sobretudo administrativo-ambiental, ninguém deverá aqui “meter o bedelho”.

 

Claro, existem outras inúmeras medidas a serem tomadas, mas se nos conscientizarmos de início da importância dessas 4 ações, já teremos resolvido 90% do problema, freando o acelerado desmatamento das últimas décadas e mantendo um desenvolvimento ambientalmente sustentável.

 

 

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Artigo de opinião, por Aahrão de Deus Moraes