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O empresário Paulo Henrique Souza Costa, apontado como intermediador a contratação de um atirador para matar o prefeito de Novo Acordo, Elson Lino (MDB), revelou à Polícia Civil que o vice-prefeito, Leto Moura Leitão Filho, o Letim Leitão (PR) -, assinou uma nota promissória no valor de R$ 6 milhões para que ele assumisse a autoria do crime.

Segundo o depoimento o valor também serviria para que o empresário “segurasse” duas dívidas do vice-prefeito, no valor de R$ 40 mil e serviria como garantia para que “assumisse a bronca” caso “desse algum problema com o prefeito de Novo Acordo”.

Além disso, o empresário, que atua no ramo da vigilância na Capital, confessou ter ouvido do vice-prefeito de que as dívidas seriam pagas quando Letim assumisse a prefeitura.

Elson foi baleado na cabeça com três tiros na tarde de quarta-feira, 9, escapou com vida e se recupera da tentativa de homicídio no Hospital Geral de Palmas (HGP). O empresário foi preso na quinta-feira, junto com o vice e Gustavo Araujo da Silva, 18 anos, o autor dos disparos, que seria ligado a uma facção criminosa.

Negativa

Letim Leitão negou todas as acusações do empresário para os policiais. Segundo ele, seu relacionamento com o empresário seria apenas pelas dívidas com terceiros que eram cobradas por Paulo.

Ele nega ainda que tenha garantido a entrada de Paulo “em um desvio de verba na prefeitura, se acaso Paulo assumisse o risco de ser preso em seu lugar”. Sobre a promissória de R$ 6 milhões, afirma que entregou o documento em branco para o empresário, após ter sido “constrangido” por ele em razão da dívida.