PSL de Dianópolis na berlinda com possível saída de Bolsonaro e xiismo de líder

Publicidade

O cenário político para as eleições de 2020 pode se configurar totalmente em desfavor do diretório municipal do Partido Social Liberal de Dianópolis, isso ao menos em relação a uma candidatura majoritária na cidade, a possível saída do presidente da República reforça essa leitura.

Publicidade

Publicidade

Mas a comissão provisória de Dianópolis já enfrentava antes da repercussão da saída de Bolsonaro, pequenos entreveros internos. Lideranças com força de disputa na proporcional se incomodam com comportamento extremista de um representante na cabeça da executiva municipal.

O partido tem ainda a dificuldade de apresentar um nome que seja viável eleitoralmente.

Há algumas semanas, informações de bastidores, com fontes da própria comissão provisória municipal, informaram que havia uma tentativa de criação de uma frente suprapartidária que conversariam com todos os partidos, excluindo o PSDB do atual prefeito Gleibson Moreira e o PT de José Salomão. Uma articulação que se iniciaria pela exclusão do debate de líderes importantes que já foram testados nas urnas, uma articulação mal elaborada e de frágil estratégia que não leva em conta que uma cidade como Dianópolis possui eleitores fiéis a seus líderes, mesmo que não sejam maioria.

Uma comissão provisória, composta por quem nunca foi testado nas urnas, com ânsia de que estão sempre certos em tudo o que pregam, sequer pensam em somar forças, iniciam suas posições apostando na divisão, adjetivando políticos e até mesmo a imprensa.

O direitismo vesgo e xiita dará aos adversários o combustível necessário para que seu espaço seja reduzido no eleitorado. Podendo este comportamento prejudicar até mesmo os pré-candidatos com fortes chances em conquistar uma vereança.

O PSL de Dianópolis até o momento não tem um nome majoritário viável eleitoralmente para a disputa de 2020, e se apresentar algum ainda este ano, talvez não observe com inteligência que já possui ao menos seis concorrentes que aparecem em todas as pesquisas de consumo interno, de qualquer grupo que as contrate, essa é a realidade. Se a comissão provisória não sabe, cumpro aqui a cortesia de falar os nomes que mais aparecem nas consultas: José Salomão, Padre Gleibson Moreira, Gena Ferreira, Guilherme Quidute, Hagaús Neto e Jailton Bezerra (Jailtinho)

Pessoalmente acredito que ao fim e ao cabo, as eleições do próximo ano, após o afunilamento das convenções, manterão ao menos quatro candidatos a prefeito em Dianópolis.

A frente suprapartidária idealizada pelo PSL dianopolino é uma ação, até inteligente, mas pode não vingar ao começar o debate pela exclusão, no debate político todos tem espaço, essa deveria ser uma regra. Ainda de acordo com minhas fontes, a intenção do partido seria escolher dentro dessa frente, aquele candidato que estivesse mais bem posicionado em pesquisas internas, independente do partido, todos os componentes da frente apoiariam. Conversa pura e simples para acalentar bovinos. Quem acreditaria nisso com o comportamento do atual representante peeselista dianopolino?

Com tudo devo cumprir a missão de informar, fontes seguras também me disseram que a troca do presidente do diretório municipal, que ocorreria em janeiro, foi antecipada e deve ocorrer nas próximas semanas. Uma nova linha seria dada sem extremismos, respeitando, claro, as posições do partido, mas com foco mais municipalista deixando de lado a polarização dos assuntos nacionais.

Com uma nova cara, os líderes interessados em engrossar as fileiras do PSL de Dianópolis, mesmo com a saída de Bolsonaro, talvez percam o medo que possuem com o atual representante, que parece realizar uma militância de sofá, esbravejando o mundo e adjetivando o outro, um típico “militante que sofre de intoxicação ideológica de barão do buxo cheio” praticante de uma ‘protodemocracia’ predadora.

Quanto aos demais da comissão provisória, ilustram exatamente uma antítese de seu presidente, são pessoas agregadoras, inteligentes, passíveis de uma conversa onde você pode até discordar sem ter medo de se posicionar ou correr o risco de virar inimigo ou ficar malquisto.

O que tinha a dizer, por ora.

Haja o que houver,

Stephson Kim – Editor Chefe

Publicidade