Juiz da infância proíbe entrada de menores no show da MC Pipokinha em Palmas: ‘Ultrapassa qualquer limite’

Pedido foi feito pelo Ministério Público Estadual. Artista faz sucesso nas redes sociais com hits sensuais e shows com danças agressivas

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Uma decisão da Justiça proibiu a entrada de crianças e adolescentes no show da funkeira MC Pipokinha que está programado para acontecer em Palmas no próximo dia 7 de abril no Crystal Hall Eventos. Os ingressos continuam sendo vendidos online pelo valor de R$ 60,00 (meia entrada) sem a indicação de classificação etária.

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O pedido foi feito pelo Ministério Público Estadual sob alegação de que o conteúdo é inadequado por conter músicas que estimulam a prática sexual, gestos obscenos e suposta realização de sexo explícito.

O site Tocantins Agora tenta contato com os produtores do show e responsáveis pelo espaço onde o evento será realizado.

A cantora de funk MC Pipoquinha é sucesso nas redes sociais por hits sensuais e shows com danças agressivas. Recentemente ela teve ao menos sete shows cancelados após fazer um vídeo em que debocha do salário de professores.

O pedido para proibir a entrada e permanência de crianças e adolescentes foi feito pelo promotor de justiça Sidney Fiore Júnior no dia 16 de março. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (20) pelo juiz Adriano Gomes de Melo Oliveira, do Juizado Especial da Infância e Juventude de Palmas.

“Não se trata de censura ao gênero musical “Funk”, tampouco da funkeira, apenas que por opção da artista à maneira em que se propôs a exercer sua expressão artística, surge a necessidade de que seja regulamentada o acesso de adolescente em estágio de desenvolvimento”, diz a decisão.

O juiz ainda comentou que o show da artista é permeado de conteúdo inadequado e “que ultrapassa qualquer limite socialmente adequado para menores de 18 anos”.

“Ademais, pelo acervo de documentos e vídeos que instruíram a inicial, este Juízo entente pela proibição de acesso ao referido show de menores de 18 anos, ainda que maiores de 16 anos acompanhado pelo pais/responsáveis, conforme requerido pelo Ministério Público.”

A decisão vale para o evento que será realizado no próximo dia 7 de abril ou em qualquer outra data e local, caso haja mudança na programação. Os responsáveis pelo evento deverão informar o público sobre a proibição e designar funcionários para fiscalizar impedir a entrada de menores.

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(Com informações do G1)