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Faltando apenas 20 dias para a eleição suplementar do Tocantins, o pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu invalidar a candidatura do pessebista e ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha da coligação “A verdadeira mudança”. Os desembargadores entenderam que a constituição não pode ser sobreposta por regras regionais que não obedecem a constituição, mesmo tendo jurisprudência em casos parecidos em que a desincompatibilização de cargos acorreu no prazo de 24 horas do anúncio de eleição suplementar.

5 desembargadores entenderam que para Amastha poder ser candidato, o político deveria ter renunciado ao cargo de prefeito de Palmas seis meses antes do pleito.

A impugnação de Amastha também foi pedida pelo candidato Márlon Reis (Rede) e pelas coligações “É a Vez dos Tocantinenses”, de Vicentinho Alves (PR), “Reconstruindo o Tocantins”, de Kátia Abreu, e “Governo de Atitude”, de Mauro Carlesse (PHS).

FRAGILIDADE DAS LEIS

A decisão caminha para reforçar a sensação de instabilidade, não são poucos os que concordam que seria muito mais célere o Tribunal ter definido lá atrás quem poderia e quem não poderia disputar. Mas Carlos Amastha entrou nesse jogo de xadrez político sabendo que sua campanha estaria pisando em ovos, já que, constitucionalmente sua candidatura na suplementar era algo frágil. Muito frágil.

Amastha é um gozador dos políticos Tocantinenses. Chegou a desrespeitar toda a Assembleia Legislativa dizendo que deputados eram “vagabundos”. Em seu twitter já travou com termos chulos vários embates com vereadores da cidade onde foi prefeito.

O time de advogados que defende o candidato confirmou que irá ao Tribunal Superior Eleitoral recorrer da decisão, Amastha poderia assim concorrer sub judice, como aconteceu com Raul Filho nas eleições municipais de 2016. Fato que recebeu muitas chacotas do agora impedido Carlos Amastha. A campanha do ex-prefeito não parou em razão disso, desobediência ao não ao TRE do Tocantins, “o homem de ferro caiu, mas sua campanha lançará na quarta-feira, 16, a frente Mulher Maravilha, sim é esse mesmo o nome dado à coordenação de mulheres capitaneada pela esposa do colombiano.

LEITURA DO MOMENTO

Amastha caiu, mas já era carta fora do baralho como mostra as diversas pesquisas já publicadas por diferentes institutos. De qualquer jeito não ganharia na suplementar. Mas participar deste momento, sem dúvidas o projetaria para as eleições regulares de outubro. De político novo, Amastha e sua prole não tem absolutamente nada. Aprendeu rápido a lidar com o universo da política partidária.

Com a saída de Amastha do tabuleiro, abre-se uma enorme possibilidade de Carlesse (PHS) continuar no Palácio Araguaia, isso se ele e sua equipe souberem tirar proveito deste fato concreto.

CANDIDATURAS PERDIDAS

Em suma, muitas campanhas estão ainda andando em círculos, não chegaram nas bases, estão dando mais atenção às velhas lideranças que não têm mais o poder de aglutinação de votos. Não à toa, a eleição suplementar do Tocantins caminha para ter uma das maiores abstenções já registras nas urnas. Vereadores, lideranças reais da comunidade, presidentes de associações, lideranças estudantis do interior, arrisco dizer que 95% destas classes estão sem engajamento em nenhuma das campanhas, que parecem contar mais com a sorte do que com um trabalho em busca do voto. Isso não é uma questão de dinheiro, é uma questão puramente de envolvimento em um projeto que possa discutir e lutar por um Tocantins real que reconheça o poder de seu povo.

Ariano Suassuna dizia; “Ao redor do buraco, tudo é beira”. Talvez encontremos o significado desta frase ao final da eleição kinder ovo, que poderá vir com uma surpresinha desagradável.

Haja o que houver,

Stephson Kim

Editor Chefe