De encanador a secretário executivo. A história por trás do pré-candidato

No início deste ano entrevistei vários nomes que aceitaram falar comigo numa breve conversa. Todos, pré-candidatos à prefeitura de Dianópolis. O objetivo primário era lançar um impresso do Tocantins Agora contando as histórias destes homens e mulheres, dando foco ao que fizeram ao longo de suas jornadas para transformar vidas e melhorar o meio que vivem e atuam. Por motivos de adversidade somado ao início da pandemia o impresso não foi pra rua. Por aqui, online, vou transmitir um pouco dessa conversa, ainda que mais a frente a ideia do impresso seja finalizada, com novas entrevistas.

O Cristianismo ensina que Jesus deu seu corpo para salvar a humanidade. E prega que sejamos dignos do sacrifício de Cristo. O ensinamento contém um princípio: o de que estejamos à altura dos que fizeram alguma coisa por nós. O sacrifício da própria vida por alguém é a mais elevada das doações que pode ser feita e também gera o maior compromisso que pode assumir o beneficiado.

Os que são próximos deste pequeno escriba, sabem como sou cinéfilo e gosto de contar histórias a partir do que vi nos grandes e marcantes filmes, clássicos da nossa vida moderna.

No premiado filme O Resgate do Soldado Ryan (de Stephen Spielberg), o resgatado, já idoso e acompanhado pela família, visita o túmulo de seu salvador, o Capitão John Miller, no cemitério da Normandia, para prestar contas de sua vida.

Na história, baleado mortalmente depois de resgatar o soldado, o Capitão sussurra as últimas palavras para o Soldado Ryan: “Faça por merecer. Mereça.” Mereça o que fizemos por você.

Mais de 40 anos depois, só diante da cruz do túmulo do Capitão, o Ryan idoso, com a família a observar à distância, presta contas: “Todos os dias penso no que você me disse naquele dia na ponte. Tentei viver a vida o melhor que pude. Acho que consegui e que, pelo menos a seus olhos, eu tenha honrado o que fizeram por mim.” A mulher de Ryan o chama e ele pede o testemunho dela: “Diga para ele que eu sou um homem bom”.

A breve introdução é para tentar dar o tom sobre que vou ousar descrever neste artigo, alguém que fez por merecer.

Jailton Bezerra hoje é pré-candidato a prefeito de Dianópolis. Por esta razão tem sido malhado por militâncias que são bem conhecidas na cidade, são aqueles que, todas as vezes num processo eleitoral se esforçam para transformar em esgoto o que deve ser um momento de limpeza, assepsia política.

Não faço aqui uma defesa aleatória a este pré-candidato ou qualquer outro, há sim, uma crítica muito bem direcionada a quem adota o que há de mais antigo e perverso na política, a difamação pela chacota, militantes que se transformam em máquinas moedoras de reputações. Mas na eleição de 2016, Dianópolis já demonstrou a ojeriza destas atitudes nas urnas.

No livro O Monge e o Executivo (best-seller de James C. Hunter) um trecho cabe bem neste Editorial.

Diz o autor que parafraseia Vinci Lombardi;

“Não tenho necessariamente que gostar de meus jogadores e sócios, mas como líder devo amá-los. O amor é lealdade, o amor é trabalho de equipe, o amor respeita a dignidade e a individualidade. Esta é a força de qualquer organização”.

Trouxe essa reflexão para o artigo pois exemplifica o que conheci da jornada de Jailton Bezerra, o Jailtinho da ATM, alguns meses de pesquisa para tentar falar de sua ascensão profissional.

Jailton foi encanador na antiga Saneatins, que era a companhia de saneamento do Estado. Seu perfil foi notado pela administração da empresa. Um funcionário que lida na área mais comum e conquista um dos cargos mais altos dentro de uma organização, com toda certeza tem um diferencial que precisa e merece ser contado. Jailtinho foi gerente regional da Saneatins na região Sudeste do Tocantins, em Taguatinga, ocupou outros postos dentro da empresa até ser convidado para a chefia de gabinete da presidência da instituição em Palmas, a partir daí, a visibilidade do seu trabalho se expandiu. Já foi chefe de gabinete de um deputado estadual e em 2015 recebeu o desafio do então presidente da Associação Tocantinense de Municípios (ATM) para ser secretário executivo da instituição, um cargo de alto prestígio onde ao ocupante é atribuído a busca e articulação de recursos para os municípios. Um papel que só pode dar certo para alguém que seja diplomático, saiba lidar com as diferenças e seja ainda um líder construtor de pontes e não de muros. O trabalho que Bezerra fez na ATM foi de tão alto nível que mesmo após a gestão da entidade passar para as mãos de outro presidente, Jailton foi convidado a permanecer e continuar impulsionando o trabalho eficaz da entidade através da sua lida. Estes louros ele merece ter, a ATM tem uma nova imagem a partir de que fez por lá.

Desde que apresentou seu nome como pré-candidato a prefeito de Dianópolis, Jailton se tornou uma vitrine para os mais variados tipos de ataques. Seu estilo e perfil, não apenas político, mas de ser humano é ponderado, sereno e conciliador. Quem já pôde conversar com Jailtinho, logo nota que ele nunca levanta a voz, sempre é ameno ao dialogar mesmo quando o tema é de conflito. Não à toa, seu estilo tem ganhado espaço na disputa que a cada dia ganha novos contornos e, sua forma de ser e agir pode ser o ingrediente que faltava para aplacar a terrível polarização ideológica entre direita e esquerda.

Muito mais do que uma emoção política momentânea, de um emcimadomurismo, Dianópolis precisa é de um norte. E, qualquer que seja ele, com coragem para combater de forma incondicional o abandono de um povo, a invisibilidade de uma cidade que é importante. A história de Jailton já demonstra que isso, ele dá conta.

Haja o que houver,

Kim Nunes – Editor