Janeiro Roxo: Transformando o Combate à Hanseníase no Tocantins

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A luta contra a hanseníase, uma enfermidade milenar, tem sido uma jornada de evolução contínua no Brasil, especialmente notável no Tocantins. Tradicionalmente marcada pelo isolamento,uma medida possível para a época. A abordagem para combater essa doença sofreu muitas mudanças a partir do tratamento em 1940 sempre caminhando para a prevenção e a cura.

 

O isolamento iniciou antes de 1900. O Brasil adotou como medida de controle da doença a internação compulsória de 1924 a 1975, permanecendo a internação até 1986 para os casos com componentes sócio econômicos e clinicamente complexos.

Essa época sombria começou a ver a luz quando a hanseníase parou de ser tratada com isolamento, uma mudança impulsionada pelo avanço científico e tecnológico na área da saúde. Em 1975 o governo federal de controle da hanseníase indica o tratamento ambulatorial com os avanços observados com o tratamento com a Sulfona.

A ciência desempenhou um papel crucial, desenvolvendo tratamentos eficazes que possibilitaram a integração dos pacientes na sociedade, diminuindo a estigmatização e promovendo uma nova perspectiva de vida para os afetados pela doença.

A ciência venceu o medo. Essa transição foi concretizada com a Lei 14.736, sancionada em Novembro de 2023, pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcando um momento de reparação histórica.

 

Comprometido com a eliminação da hanseníase, o Ministério da Saúde direcionou recentemente R$ 55 milhões para fortalecer a prevenção e o tratamento da doença, beneficiando 955 municípios em todo o país, inclusive o Tocantins. Tal iniciativa sublinha o esforço nacional para eliminar a hanseníase como um problema de saúde pública.

 

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À medida que passamos pelo Janeiro Roxo, mês dedicado à Conscientização e mobilização em torno da doença hanseníase para a população, é fundamental refletir sobre os progressos alcançados desde a implementação do projeto de intervenção (2016) Palmas Livre da Hanseníase .

A participação efetiva da CGTAP Coordenação de Atenção às Doenças Transmissíveis na Atenção Primária da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS), sob a liderança da Ministra Nísia Trindade, e do Secretário Nacional de Atenção Primária Nésio Fernandes, e sua subsequente evolução em dezembro de 2023.

 

Dados do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica revelam que, desde 2020, 8.207 novos casos foram diagnosticados no Tocantins, evidenciando a persistência da doença e a urgência de ações eficazes.

 

O Tocantins, portanto, está no caminho certo para reduzir a prevalência da hanseníase. A elevação no número de casos registrados reforça a necessidade de assistência e cuidados de qualidade as pessoas acometidas pela hanseníase e seus familiares pelos profissionais da APS nas UBS mais próximas da residência dos usuários, um efetivo e eficaz conjunto de ações para a investigação de contatos intradomicilaires usando o método de busca ativa porta a porta constante, educação em saúde e acesso universal ao tratamento. É um esforço coletivo que promete não apenas eliminar a doença, mas também garantir o bem-estar e saúde para todos.

 

 

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Da Redação/Kim Nunes